quarta-feira, 9 de junho de 2010

Filosofia do Amor.

Olá a todos...
Não é muito do meu ser fazer algo meio poético. Mas resolvi compartilhar este que fiz a tempos com vocês. Segue a baixo e seja que Deus quiser.:


Filosofia do Amor.


Queria apenas filosofar
pois o amor dói muito.
Teria apenas argumentos
e com isso meus pensamentos,
seriam mais profundos...

Pois no amor,
não existem perguntas.
Não existem respostas,
não existem duvidas...
Ele cresce sozinho.
Quando menos espera.
Como se fosse uma luz
numa funda e escura caverna.

Não quero dizer
que não deve se amar.
Mas se eu quero respostas
Para o amor,
Nele não posso pensar.


Amarildo A. Erlo Junior.

14/07/2006.

domingo, 25 de abril de 2010

Um Caminho Feliz

Acredito que aos poucos estou descobrindo o caminho da felicidade, o caminho do “bem estar”. Para isso não podemos percorrer os mesmos caminhos das outras pessoas. Devemos sim fazer nosso próprio caminho, visto que, se seguirmos o próximo chegaremos apenas aonde ele chegou.
Percebi que para fazer esta trilha, deve-se primeiramente traçar bem o seu caminho. Não pense que o caminho mais belo é aquele que trará a felicidade, tal que nem tudo que seja belo é o correto. Com isso aprenderá que devemos ter um objetivo de vida e que às vezes demora mais do que esperaríamos, porém se caminhar corretamente com determinação, fé e sabedoria seu caminho será fascinaste.
Logo em seguida, precisam-se recolher todas as pedras que há em sua frente. Uma – a - uma, sem distingui-las por cores, formatos, tamanhos ou preciosidade. Importante conhecer, apalpar e observar todas as pedras, a vista que talvez a menor e mais singela seja a que você será capaz de carregá-la para todo sempre. Com isto saberá que em nossos caminhos existem varias pessoas e cabe a você apanha-las e saber qual será importante para sua vida.
Agora que recolheu as pedras, deixe a trilha plaina para sua caminhada ser mais prazerosa. Retire todos os obstáculos em sua frente, vença-os de qualquer maneira, seja pelo suor da força ou pelo cansaço. Se reparar que não conseguirá extrair o obstáculo faça como as águas de um rio. Quando ela não o vence simplesmente dá a volta em torno dele, porém continua sua trajetória. Aprenderá que as conquistas grandiosas são sempre as mais árduas e logo estas são as mais harmoniosas.
Pronto, você já traçou sua trilha, limpou e planou. Agora terá que pavimenta-lo, pois seu caminho tem que ser o mais firme possível para suportar todos os pesos dos seus sentimentos que por ele passará. Não adianta ele ser uma trilha gigantesca, bem limpa e muito plaina se não é segura. Sempre terá tempestades, tornados e deslizamentos quando você estiver o percorrendo, e por esta maneira deve ser pavimentado para não perder tudo que foi feito. Perceberá que somente sustentará todos os seus sentimentos e conquistas com uma boa base. Verá que a família e os amigos serão primordiais nesta ultima parte para ter uma vida feliz.
Recordar-se que sua vida é um eterno caminho que não terá um limite. Não é no final dele que contemplará o que foi conquistado, perdido, aprendido, errado e etc. É desde sua construção até o seu percurso que sua felicidade está escondida. Ela estará lá, em cada reta ou curva, ou em alguma pedra e às vezes embaixo do solo íngreme que plainas - te. Entretanto ela estará lá com toda certeza.
Deixe seu caminho o mais belo possível, assim todos que passarem por ele sempre lembrarão como foi tão bom e feliz caminhar com você.

Amarildo A. Erlo Junior.

domingo, 24 de janeiro de 2010

"O ser humano e o instindo de ajuda ao próximo"

Ontem fiz uma redação que me deixou inquieto por alguns minutos sentado na carteira da sala de aula. Estava bem até o momento das questões de múltipla escolha, porém ao ver o tema da redação comecei a rir sozinho. O tema era “O ser humano e o instinto de ajuda ao próximo”.
Tema muito propicio para o que estamos vivendo hoje. Os telejornais divulgam as imagens de desespero e tragédia do terremoto que destruiu a Cidade de Porto Príncipe em Haiti.
Vemos tropas armadas e ajuda chegarem de diversos paises, e a solidariedade com a pena bate em todas as almas que vê as imagens e fatos do dia-a-dia desta tragédia.
Mas porquê a ajuda veio agora? Porquê ajudamos o ser humano só na beira do caos e da morte? Porquê apenas agora olhamos e sentimos as lagrimas dos desesperados?
No meu simples intelecto o instinto de ajuda ao próximo está acabando aos poucos. Não olhamos para uma criança carente e nem para um morador de rua pedindo algumas migalhas. Esperamos a morte e o caos surgir para realizarmos algo.
Temos que ser melhores. Nosso instinto de ajuda tem que aflorar antes da extrema necessidade, pois no momento do horror o único sentimento que se manifesta é a culpa pelo nosso descaso com o próximo. E este sentimento não salva ninguém.

domingo, 3 de janeiro de 2010

A simplicidade da inocência


Hoje eu sou a favor da inocência.
Compreendi que ela é o mais puro sentimento de espírito que podemos carregar.
Nós ficamos velhos conforme o tempo e aprendendo as “manhas” da vida. Nos tornamos mais experientes, maduros e eficazes com tudo que surgem com os acertos e erros do nosso dia-a-dia. Não que isso seja errado, o homem nasceu para buscar a perfeição nos seus atos, entretanto pagamos um preço muito caro nisto. Esse preço é pago pela inocência. Pela ingenuidade.
Lembro-me quando era criança. O Ano Novo era esperado em cada minuto no mês de dezembro. Era o dia que todos se reuniam e você ficava na expectativa só para passar a virada com as pessoas que amava. Era algo mágico. Você reparava em cada detalhe da mesa e da refeição que era feita e servida no dia. Você olhava para seus pais, irmãos, irmãs, tios, tias, avós e avôs, primos e primas, amigo e amigas imaginando como seria o próximo ano.
Como era bom ser inocente. Você dava valor para as coisas mínimas da vida. Você compreendia que a felicidade estava no andar descalço, em tomar chuva, sentir o vento bater em seu rosto em uma tarde de primavera. Era sentir o cheiro da grama molhada no amanhecer. Era inexplicável o sentimento de inocência da vida.
E hoje, a pena e a dor acabam corroendo minha alma. Estudo, trabalho, saiu, bebo, beijo cada vez mais. Mas essa abundancia é engraçada, pois ela esvazia sua alma. Essa abundancia enche seus momentos e ao mesmo tempo esvazia sua vida.
Não reparamos mais nos detalhes e esquecemos o que é essencial em nossas vidas. Vejo como a construção de uma casa. Desejamos que ela seja bela e linda, para todos repararem nela e ter a satisfação de entrar pela sua porta. Ai você faz uma enorme casa com belas janelas e portas gigantescas para entrar mais e mais pessoas. Não satisfeito adquiramos os mais belos acabamentos e enfeites para espantar e fixar os olhares. Porém acaba esquecendo da simplicidade que nada mais é a base e os pilares da sua construção, pois é da simplicidade que surgem questões complexas da vida. È de uma boa base com fortes pilares que surgem casas mais firmes.
Entretanto você estava ocupado de mais para reparar nisto. Sua atenção era chamar a atenção dos visinhos para notarem a sua existência.
Quando menos espera sua casa desaba e tudo que estava dentro desde os moveis e as pessoas se perdem. Prestas-te muita atenção nos detalhes e se esqueceu das bases firmes e sólidas da sua casa.
A falta de inocência e ingenuidade faz perdermos o verdadeiro valor da simplicidade e aos poucos a essência do saber acaba nos deixando sozinho.
Viva a inocência da criança. Pois todo dia e momento é um Ano Novo.

Desejo-te um Feliz 2.010 inocente para você.

sábado, 5 de setembro de 2009

Meus amigos...

Ontem despertou algo que ainda não tinha reparado. Ao passar em frente a uma faculdade publica e olhar para o estacionamento pensei, “Só tem carro novo e caro. No mínimo quem cursa algum curso aqui é de família de classe media e alta”.
Não que na verdade não seja isso mesmo, pois a probabilidade de alguém que estudou sempre em um ensino particular desde criança até a juventude acaba recebendo uma bagagem de conhecimento bem maior do que o jovem filho de proletariado que sempre fez o chulo ensino publico. Tem suas exceções que acaba mostrando que as barreiras são vencidas, não importando a classe social, pele e religião. Eles entram.
Porém isso ainda é muito pouco comparado com a porcentagem dos restantes. Neste momento veio em meu peito uma pequena agulhada de rancor dos alunos que possuíam um carro zero no estacionamento, os alunos que pelo meu entender estaria no lugar da classe daqueles que caminhão a pé por longos caminhos até chegarem a sua sala, tomando chuva, sol vento e muitos ônibus.
De repente percebo que naquele momento me tornei um socialista. E que as garras da inveja possuíam a minha alma que desejava retirar daqueles que possuem algo para aqueles que não possuía nada. E isso foi se tornando mais e mais forte, até que tomei o antídoto contra esse mal que corroí as nossas mentes. Chama-se EMPATIA o nome desse remédio que podemos encontrar no momento que fechamos os nossos olhos e nos colocamos na situação e circunstâncias experimentadas por outra pessoa.
Se tivesse um filho e minha condição economia fosse favorável, iria fazer os mesmos atos. Iria desejar para ele todo conforto e saber possível para se tornar melhor. E isso não é o simples poder econômico que dita, ele ajuda é lógico, porem nosso ser deseja o melhor para quem amamos. A culpa não está na família que possui uma renda maior que a demais, e nem na nossa política econômica que se diz favorecer os mais altos, visto que estes batalharam e chegaram a suas conquistas com sonhos e atos.
Toda essa culpa e lambansa da desingualde se encontram no estado e no seu meio “social” na distribuição do ensino que NÃO transmitem os conhecimentos, informações ou esclarecimentos úteis ou indispensáveis à educação não contribuem para o um ensino melhor no fundamental e nem no médio. Não dando a chance igual para a competição de uma vaga para um ensino superior.
E para esconder toda essa algazarra nossos “bons políticos” fazem cotas para os alunos de baixa renda e negros. Talvez façam isto para nós ficarmos em suas mãos, portanto logo fica mais fácil retirar as cotas os vales (alimentação, gás, estudo e por ai vai) do que retirar o conhecimento que seria dado no principio. O povo preso, e sem informação, idéia, ciência e conhecimento nas mãos do governo se torna mais frágil e fácil para ser controlado e enganado.
Sou a favor da igualdade social na justiça, saúde e ensino. No demais caminhemos com as nossas convicções e ideais, pois o Brasil não precisa de um povo uniforme, mais sim de um povo que traga em seu ser o conhecimento, e em seu peito a honra de buscar o melhor para si. Como disse Confúsio “Quais as vantagens das montanhas sejam rebaixadas até o solo?”. São os desiguais que trazem prosperidade para a nossa terra, pois eles seguem um caminho que os demais não se atreveram a ir.

sábado, 29 de agosto de 2009

Verde, amarelo azul anil.

Escrevi um texto. Porem achei melhor poematizar cada refrão para ficar algo um pouco diferente. Talvez assim fique mais fácil de gravar e pensar duas vezes para quem na próxima eleição vamos eleger para nos representar.
É humilde e desengonçadas as palavras, porem garanto que foram feitas em um momento de descontração.
Fica aqui minha singela opinião em forma de rima e refrão.


Verde, amarelo azul anil.

Já não sei quem é errado,
e muito menos culpado.
Pela morte da voz do povo,
no nosso senado.

Estamos sepultando a nossa política,
e a morte já bate na porta da justiça.
Brasil se torna um defunto
e piada dos escândalos no remanescente mundo.

Não sabemos quem é da direita, esquerda ou liberal,
todos desonram a bandeira Nacional.
E dos nossos tributos, vários indivíduos desejam um poucachinho,
destro, canhoto e até aquele presidente que não tem um dedinho.

Verde, amarelo azul anil,
perdoem a palavra, mas estão ferrando o Brasil.
Consomem nossas verbas com carros, helicópteros ou avião.
Porém o povo sonha em ver todos esses bandoleiros,
andarem de camburão.

Ainda por cima hoje eu dei duro,
e por troca de um salário mínimo trabalhei.
Para chegar em casa e ver o jornal,
que arquivaram o caso Sarney.

Verde, amarelo azul anil,
se o povo não fizer nada.
Só nosso Rei Jesus Cristo,
para tentar salvar o Brasil.

domingo, 23 de agosto de 2009

Simplicidade...

Certa vez um amigo me disse:
- Um dia estava eu na faculdade de sociologia quando começou um papo de religião. Um de meus companheiros me questionou como era possível eu amar e acreditar em Deus com tantas provas de grandezas da evolução da terra e dos seres vivos.
Em oposição a esta pergunta eu disse:
- Você ama sua mulher?
O amigo sem saber por que de tal pergunta responde.
- Lógico que eu a amo. É ela que sempre está no meu lado em todos os momentos de minha vida.
- Mas para mim sua mulher não existe. Responde meu amigo com uma voz suave e educada.
- Mas como você fala isso. Tu nem a conhece e muito menos sabe seu nome. Replica seu colega de sala já revoltado a com a voz alterada com a resposta.
- Calma, deixe-te explicar. Como você não sente o amor que tenho pelo meu Deus, para ti ele não existe. Isso é o mesmo pela sua mulher. Eu não sinto o amor que você tem por ela, então para mim ela também não existe. Responde meu amigo trazendo silencio no debate.
Esse meu amigo se tornou padre, e me disse isso em um bom papo que presumo eu não terei mais por um bom tempo, pois hoje ele esta em Piauí.

Isso acontece com todos nós. Não só pelo sentimento da fé, mas também pelo amor. Queremos demonstrar com momentos gigantescos que amamos tal pessoa. Gostamos de mandar milhões de rosas e estar hospedado em um hotel de cinco estrelas para evidenciar a nossa gratidão. E acabamos nos esquecendo que não importa onde estamos o verdadeiro amor prevalece, e que o sentimento de um milhão de rosas pode ser disposto em uma só pétala. Tudo bem que seu perfume não vai se espalhar por metros como a de um milhão de rosas. Porém, quem mais deve sentir essa essência sem ser você e a pessoa que a ama?
Talvez quando descobrirmos a verdadeira essência da simplicidade da vida, vamos compreender de tão bela e maravilhosa seja ela. E daremos o valor dos nossos momentos não com questões complicadas e presentes extraordinários, mas sim com sentimentos puros e verdadeiros. Deste modo poderemos acreditar mais em cada um de nós e crer em uma sociedade mais justa e aprazível de se viver.